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Roberto Acioli de Oliveira

Arquivos

23 de mar de 2009

As Mulheres de Pier Paolo Pasolini (IX)

Accattone


"Vittorio se,
para você
, trabalhar
 f
or muito sacrifício, estou 
disposta    a    voltar   para
as   ruas,   se   achar
que
é melhor"

Stella para Accattone, 
após o primeiro dia de trabalho dele


Sinopse

Accattone é um cafetão que acabou de perder Maddalena, seu ganha-pão. Ele tenta fazer com que sua esposa assuma a tarefa, mas ela se recusa. Enquanto estava com Ascenza, sua esposa, Accattone conhece a virginal Stella, a quem ele também tenta jogar na prostituição. Na primeira tentativa, Stella falha no contato com um cliente. Accattone se enche de compaixão e decide tirá-la das ruas e mantê-la ele mesmo. Mas ele não suporta nem mesmo o primeiro dia de trabalho pesado manual, retornando à sua vida anterior de assaltante. Numa dessas ocasiões, Accattone não consegue escapar da polícia e morre (1). (imagem acima, Stella em sua primeira noite de trabalho; abaixo, à direita, a prostituta realista Amore, que não ama ninguém, nem seu cafetão; abaixo, à esquerda, Maddalena)

Pasolini e as Prostitutas

Durante várias décadas, em função da situação da Itália no pós-guerra, assolada pelo desemprego e a migração do sul do país em busca de oportunidade, as favelas eram comuns na paisagem da periferia das grandes cidades. O Milagre Econômico do pós-guerra não resolvia o problema do emprego e da moradia tão rapidamente quanto seria necessário. Embora existam alguns elementos de contato, deve-se ter cuidado ao tentar traçar paralelos em relação à situação da prostituição nas periferias das grandes cidades brasileiras. Aqui, estamos tratando apenas do caso muito específico do ponto de vista de Pasolini em relação ao tema.

Em filmes como Ladrões de Bicicleta (Ladri di Biciclette, 1948), Milagre em Milão (Miracolo a Milano, 1950) e Umberto D (1952), que mostram o problema do desemprego, injustiça social e até a problemática do idoso reduzido a uma aposentadoria miserável, os cineastas Roberto Rossellini e Vittorio De Sica mostram a gigantesca tarefa que ainda estava por ser realizada pelo governo italiano. De Sica chegar a mostrar a problemática da prostituição na sociedade italiana com a personagem Filumena Maturana, em Matrimônio À Italiana (Matrimonio All’Italiana, 1964), mas isso foi bem depois de Pier Paolo Pasolini haver problematizado o tema.

Estes filmes de Rossellini e De Sica pertencem à nata do movimento Neo-Realista nascido no imediato pós-guerra na Itália. Accattone, Desajuste Social (Accattone, 1961) nasce dessa tradição, que retratava a pobreza, o desemprego e o desespero que caracterizou a vida das massas italianas durante essa fase. Entretanto, o filme de Pasolini difere em termos de estilo e abordagem, desafiando as leis do naturalismo e da continuidade que definiam o Neo-Realismo. Accattone favorece a fragmentação e a visível reconstrução da realidade (2). E foi para as favelas da periferia de Roma que se mudou Pasolini, quando veio do Friuli com sua mãe.

Em 1955 e 1959 escreve Ragazzi di Vita e Una Vita Violenta, textos que abordam a vida dura nas favelas e a prostituição masculina e feminina. O primeiro título descreve um grupo de garotos que sobrevivem em Roma e na favela. As prostitutas que eles encontram experimentam tudo, de piadas de adolescentes à violência física e o roubo. O segundo título mostra um grupo similar de adolescentes, embora focalize mais no florescimento da consciência política de Tommaso, que se prostitui de vez enquanto para fazer dinheiro (3). Com a ajuda de seu amigo e garoto de rua Sergio Citti, Pasolini aprende muito sobre a vida do submundo da periferia.

Franco Citti, o irmão de Sergio, ele próprio um habitante do local, torna-se o cafetão de Accattone – embora “profissional” incompetente, pois se apaixona por Stella, um de seus “objetos”. Ao conhecê-la, faz um comentário que dá bem a dimensão de sua falta de consciência social. Comentando sobre a situação de pobreza de Stella, reduzida à lavadora de garrafas como Ascenza, sugeria que metralhadoras em punho resolveriam o problema da Itália. Argumentava que, enquanto nos Estados Unidos, a escravidão foi abolida, os italianos eram escravizados. O detalhe é que ele, enquanto cafetão, não faz outra coisa senão escravizar mulheres.

Em 1957, o conhecimento que Pasolini adquiriu da gíria desse ambiente, permitiu que participasse da caracterização e da criação dos diálogos das prostitutas e cafetões do filme de Federico Fellini, As Noites de Cabíria (Le Notti di Cabiria). Com Fellini, participaria ainda na criação dos diálogos da prostituta de A Doce Vida (La Doce Vita, 1960). Sua própria carreira como diretor de cinema, as prostitutas estão principalmente em Accattone. Desajuste Social, seguido por Mamma Roma (1962). Em Comícios de Amor (Comizi D’amore, 1965), um documentário, Pasolini chega a fazer uma breve entrevista com prostitutas reais de Nápoles.

Neste documentário, onde Pasolini quer saber o que a população pensa sobre questões ligadas à sexualidade, ele também fala sobre a prostituição e também questiona algumas pessoas em relação à Lei Merlin de 1958, que extinguiu os bordeis administrados pelo Estado. Voltando as prostitutas de ficção, em 1966, com Gaviões e Passsarinhos (Uccellacci e Uccellini), encontramos Luna. Nesse caso, Pasolini cria uma personagem mais alegórica. Ela serve a um pai e a um filho num sentido mais simbólico de quem doa vida, pois não se fala em dinheiro. Neste caso, Pasolini não parece interessado no conflito em relação à consciência social.

Giovanni Ricci afirmou que a relação de Pasolini com as mulheres passava pela relação dele com Susanna, sua mãe. Como ele sempre foi homossexual, nunca teve uma relação sentimental com mulheres, a não ser a mãe, que venerava. Na opinião de Ricci, não era possível para Pasolini compreender uma mulher por não ser capaz de amá-las. Como também não seria capaz de ver o mundo através do olhar de uma mulher real, acabava assumindo pontos de vista contraditórios em relação a seus posicionamentos políticos. Esse foi o caso, de acordo com Ricci, da posição de Pasolini contra o aborto (que interfere na relação mãe-filho). No comentário de Ricci:

“De fato, quando tinha certo sentimento de amizade com uma mulher, frequentemente a via como uma mãe: aconteceu no caso de Laura Betti, aconteceu no caso de Elza Morante (4). E, ainda que fosse um pouco mais jovem que ele, houve também comigo um pouco este tipo de relação. Portanto, não amando as mulheres, não as conhecia, não as entendia, e também era levado, por uma espécie de vício sentimental, a vê-las através dos olhos de seus rapazes. E frequentemente fala das mulheres, não tanto das mulheres inteligentes que conhecia e que estimava, mas das garotas, como falaria um rapaz da favela. Isto é, com grande familiaridade, mas também com muito desprezo, com desinteresse”.(...)“Pasolini via um mundo com homens reais e mulheres irreais. Assim, em certos momentos, intuía as mulheres como imagens da mãe. Em outros momentos as via através dos olhos dos rapazes que amava. Em outros momentos ainda, as concebia como figuras poéticas e muito abstratas. Não conseguia nunca vê-las na realidade delas, de maneira problemática” (5)

De todos os diferentes tipos de prostituição que se poderia encontrar na Itália do pós-guerra, na rua, em bordéis legalizados, ou serviços de acompanhante, Pasolini escolheu as primeiras. Aparentemente, elas estão expostas ao crime organizado, à violência, repressão policial e mais diretamente aos cafetões. Seja qual for seu papel nos filmes de Pasolini, as prostitutas simbolizam fronteiras culturais e ideológicas. O embaraço de sua presença nas ruas de Roma traz à tona a questão da opressão social e da marginalização. Se as mães representam a origem num sentido emocional e biológico, as prostitutas a representam num sentido cultural e histórico (6).

Mulher Objeto


"Esta   noite   vai   se levantar e vai trabalhar como    todas   as   outras noites!    Sua    vida   não
 é  a  de   uma   senhora! 
 Sua vida é  aquela!"

Accattone para Maddalena,
 
que está com a perna machucada



As prostitutas de Pasolini não são mostradas durante relações sexuais. Hoje em dia podemos ver muito mais sexo nas novelas de televisão do que na obra de Pasolini. Em seus filmes, elas não aparecem nem mesmo parcialmente nuas. Collen Ryan-Scheutz afirma que o ato sexual era secundário na proposta de Pasolini. Poderíamos lembrar também dois outros motivos, primeiramente, a censura italiana na década de 60 do século passado era ativa. Em segundo lugar, poderíamos invocar as restrições de um homossexual como foram expostas acima por Giovanni Ricci. Até encontrarmos justificativa para mudar de idéia, a hipótese de Ryan-Scheutz nos parece mais instigante. Embora os corpos nus comecem a surgir mais e mais na obra futura de Pasolini.

Como vimos no comentário de Accattone em relação à escravidão dos italianos pobres, Pasolini mostrou a falta de consciência social naquelas favelas. Apesar de fortes e determinadas, em seus filmes as prostitutas representam os pobres sem privilégios numa existência infernal. Exploradas e abandonadas, possuem uma inocência humilde. Sua pureza deriva de sofrimento e subordinação, de lares miseráveis e vizinhanças opressivas, além da sujeição aos interesses dos outros. Maddalena, a primeira “funcionária” de Accattone, foi vítima de Ciccio. No final, de uma forma ou de outra, ela vive da caridade de Accattone ou Ciccio (um rival de Accattone).

Enquanto Accattone chega a mandar Maddalena se prostituir mesmo com uma lesão na canela, Ciccio a controla da cadeia (mandando surrá-la). Um bando de amigos de Ciccio leva Maddalena, transam com ela e depois surram a mulher. Como a Madalena da bíblia, a prostituta que se redimiu pelo sofrimento e humilhação. Para Pasolini, afirma Ryan-Scheutz, é precisamente a dor e humilhação desse acontecimento que demonstram a pureza dela. Demonstram também que ela foi reduzida a um objeto, como sua bolsa e sapatos de salto alto baratos – objetos de trabalho que Pasolini mostra isoladamente, como para insinuar que uma totalidade humana foi estilhaçada.

Outra referência à vitimização e sofrimento da prostituta chega através de uma alusão ao Inferno de Dante (7). Amore, uma das prostitutas, ao ver que Stella caiu na conversa de Accattone, começa um comentário cínico (concluído por outra): “Então você caiu na armadilha também... e ainda não sabe... Abandonem toda esperança, vocês que entrarem!” (III, 9) Ao mesmo tempo em que o comentário de Amore mostra que a vida delas é um inferno, também sugere que elas estão lá não por suas maldades, mas pela manipulação de suas vidas por outras pessoas. Antes, Stella desprezava sua mãe por se prostituir, agora ela é mais uma vítima das leis da favela.

Além dos lares paupérrimos, Pasolini também enxerga a integridade delas nos terrenos baldios e campos da periferia onde elas trabalham. Embora se possa concluir que esses terrenos mostram apenas a indigência da situação, Pasolini via nesse mato também os ambientes marginais que caracterizam as vidas das criaturas puras e genuínas. Seus filmes mostram as prostitutas como componentes centrais nas relações de parentesco. Elas podem ser vendidas, compradas, trocadas, negociadas. Elas são um produto, e o produto do trabalho delas é responsável por alguma coesão social e segurança econômica – pelos menos para seus pais, parentes próximos, cafetões e cafetinas. (imagem acima, Ascenza, a esposa de Accattone, que a procura apenas em busca de dinheiro)

Accattone e seus amigos sempre se referem à “suas mulheres” como alguém que comenta sobre seu carro, seu relógio ou seu sapato. Apesar de objetos, elas são como pão e água para eles. A perdade de Maddalena significou uma grande derrota para Accattone, que ficou paralisado (sem poder e comida) até descobrir Stella. Logo no início do filme, num arroubo de infantilidade Accattone vai mergulhar de uma ponte sobre o rio Tibre após uma refeição para provar que não acontece nada. Um de seus amigos pergunta com que ficará "sua" mulher (Maddalena) caso ele morra. (ao lado, o contraste entre o objeto sexual e o reprodutor, Maddalena e Nannina)

Stella, a Estrela da Manhã





 "Por que  se importa
 comigo?    Não
   faço
 falta para ninguém"

Stella para Accattone







Ela é de uma pureza rara naquelas favelas, Accattone chega a perguntar se a moça é mesmo de Roma! Ela é mais uma das figuras de Mães Jovens (Madre Fanciulla) caras a Pasolini, combinando subsistência e origem da vida com uma noção mais cósmica de luz sugerida por seu nome – que significa estrela (ao lado, Stella não satisfaz o primeiro cliente). Em contraste Maddalena lembra a personagem bíblica. Ascenza, com ajuda poderia “ascender” do submundo da favela, representado pela figura central de Accattone (8). Temos também Nannina, única mulher-mãe além de Ascenza, é esposa de Ciccio e está fora de toda essa confusão.

Apesar de seu cabelo louro e seu corpo jovem, sugerindo uma sexualidade exuberante, a voz e atitudes de Stella mostram uma pessoa tímida e ingênua. Não faz parte do submundo de prostitutas e cafetões. Mas não é completamente estúpida ou ingênua, Stella percebe o que aquele mundo oferece. Apesar disso, possui uma decência que Accattone não conhecia. Pasolini estabelece uma conexão entre Stella, anjos e Accattone. Na cena inicial, quando desafia a morte ao pular no rio, nota-se uma estátua de anjo sobre seus ombros. É como se essa cena prefigurasse o encontro com Stella – conotando o potencial salvador da mulher (9).

Accattone está numa encruzilhada entre o bem e o mal. Accattone manipula Stella, primeiro ele faz piada da virgindade dela, depois se mostra desgostoso quando Stella revela que sua mãe foi uma prostituta. Mas imediatamente ele justifica a prostituição e elogia a mãe dela, sugerindo que ela fez isso pela filha. Então, com ajuda do dinheiro de um amigo, ele veste Stella (ela só tinha um vestido velho) e sai com ela, até que pede que ela vá com algum homem. No dia seguinte, Accattone acusa Stella de se prostituir por prazer. Apesar de tudo, ele entra em crise, perturbando-se com aquilo que o fazia sentir-se bem: a saída de "sua" Stella com um cliente.

Accattone até tentou chamar atenção pulando da ponte (tentativa de suicídio?), mas Stella ficou com os clientes. (ao lado, no dia seguinte, Stella ouve os argumentos de Accattone) Impedido por amigos, corre para beira do rio Tibre (que atravessa Roma) e esfrega o rosto na terra, criando uma máscara (sugerindo que encontrou um outro eu?). A relação com Stella está modificando Accattone (deixar de usá-la como prostituta e entrar em crise, atitude impensável em relação à Maddalena). Numa seqüência surreal, Accattone sonha com o próprio funeral (manifestação inconsciente do despertar moral?) (10), e pede a um coveiro que o enterre no sol.

Na cena final, já sabemos, Accattone é confrontado pela sociedade dominante, caindo nos braços da lei, no centro de Roma. Foi Maddalena quem precipitou sua morte, enciumada por sua relação com Stella. Levada pelas mesmas emoções e instintos que a faziam protegê-lo, ela o denunciou como seu agressor e ele passa a ser seguido por um policial. Quando Accattone roubou salames de um caminhão de entregas, tudo ficou mais difícil. A boa estrela de Stella não foi suficiente para livrá-lo do destino traçado pelo centro de Roma. Apesar do potencial salvador da mulher, Pasolini parece não fugir de um desfecho católico: a redenção do homem pela morte.

Notas:

Leia também:

Accattone: Favelado, Cafetão e Cristo

1. RYAN-SCHEUTZ, Colleen. Sex, the Self, and the Sacred. Women in the Cinema of Pier Paolo Pasolini. Toronto: University of Toronto Press, 2007. P. 78.
2 VIANO, Maurizio. A Certain Realism In RYAN-SCHEUTZ, Colleen. Op. Cit., p. 242n10.
3. RYAN-SCHEUTZ, Colleen. Op. Cit., p. 241n3.
4. Duas grandes amigas de Pasolini.
5. RICCI, Giovanni R. Salò e Altre Ipotesi. Incontro com Dacia Maraini (Roma, 29/03/1976). Disponível em:
http://www.pasolini.net/cinema_salo_c.htm Acessado em: 22/03/2009.
6. RYAN-SCHEUTZ, Colleen. Op. Cit., p. 77.
7. Idem, p. 79. Neste ponto, Ryan-Scheutz comete um erro comum entre aqueles que fazem análises de filmes baseados apenas no roteiro publicado. Sabemos que muito frequentemente eles são modificados pelos cineastas ao longo das filmagens. Por essa razão, Ryan-Scheutz parece não saber que a citação começa com Amore, mas termina pela voz de outra prostituta que acompanha o grupo. É curioso que alguém se disponha a analisar um filme que não assistiu. Some-se a isso a incorreta tradução da legenda do dvd lançado no Brasil (pela Versátil Home Vídeo). Onde a prostituta diz "abandonem (lasciate) toda a esperança", na legenda se lê, "mantenham toda a esperança". A fala de Amore que Pasolini filmou também é ligeiramente diferente do texto do roteiro. Tudo isso acontece em 1h:13min:50s. Para leitura do roteiro ver SITI, Walter; ZABAGLI, Franco (eds.) Pier Paolo Pasolini per il Cinema. Milano: Mondadori, 2 vols, 2001. Vol.1, p. 99.
8. RYAN-SCHEUTZ, Collen. Op. Cit., pp. 81 e 242n16.
9. Idem, p. 243n21,22 e 23.
10. Ibidem, p. 84. 


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Quadro de Avisos

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