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Roberto Acioli de Oliveira

Arquivos

16 de mai de 2010

Os Malditos de Visconti (II)




R
. W. Fassbinder e
os  ativistas  do  Baader-

Meinhof     diziam   que   a
Alemanha   do  pós-guerra era uma continuação da
Alemanha de Hitler



Vi
sconti e Krupp: Um Tema Contemporâneo

Constantino surge no roteiro quando Visconti tem a idéia de inserir no filme o episódio da Noite das Longas Facas. Constantino era integrante das SA, o que justificaria sua presença durante o massacre. Frederick, que deseja a liderança da empresa, aproveita para eliminar Constantino, pois sabia que ele estaria lá na hora da chegada das tropas das SS. Constantino também era importante para Visconti criar o choque desse personagem com Herbert, possibilitando a escolha de Constantino para vice-presidente da empresa. O velho Joachim acredita que deveria colocar no posto um homem que estivesse nas graças ou nas mãos do Movimento Nacional-Socialista, em benefício dos interesses da empresa. Esta foi, lembra Visconti, uma daquelas típicas ações de Gustav Krupp von Bohlen, que só pensava nas vantagens para a empresa - as encomendas de canhões e armas. Caracterizando Joachim dessa maneira, Visconti pretendia chamar atenção para o modo de agir dos grandes industriais como Thyssen ou Krupp (1). (imagem acima, cena do massacre das SA de Röhm em plena orgia homossexual na Noite das Longas Facas)




Curioso como
capitalistas quase
sempre estão implicados
em crimes contra
a humanidade



Stefano Roncoroni polemiza com Visconti a respeito dos Krupp. Afinal, pergunta ao cineasta, os von Essenbeck de Os Deuses Malditos são os Krupp da vida real? Roncoroni cita inclusive um livro então recém lançado por William Manchester sobre os Krupp, The Arms of Krupp: 1587-1968, que seria o modelo para o roteiro do filme. Visconti negou, mas admitiu que o livro mostrasse muito bem os Krupp. A família do filme nada teria a ver com aquela, Visconti chega a dizer que os Krupp da vida real são mil vezes piores. Visconti se refere aos fatos históricos em torno da relação entre os Krupp e o nazismo: “refiro-me à responsabilidade moral, humana, política, social em relação à Europa, ao mundo, como fabricantes de canhões, exploradores de escravos judeus e de prisioneiros de guerra, como financiadores do Partido Nazista...” (2) Roncoroni insiste, pois o livro apareceu justamente quando Visconti trabalhava no roteiro de Os Deuses Malditos. Visconti chega a dizer que o Krupp a que Manchester e Roncoroni se referem não tinha nada de louco, mas era isso sim um industrial extraordinário que levou a empresa avante de maneira terrível.





Não é raro que
 governos  e  empresários
 ajam como as prostitutas
e seus clientes





Por falar em “industriais extraordinários”, poderíamos citar o caso do italiano nascido na pequena nobreza do Piemonte – região ao norte da Itália; portanto, um pouco menos “meridional” em relação aos europeus do sul, que os alemães da nobreza desprezavam como inferiores -, Giovanni Agnelli, co-fundador (com um amigo da nobreza italiana) do império Fiat. Em 1914-15, às portas da I Grande Guerra, Agnelli não apóia a adesão da Itália ao conflito. O motivo, muito objetivo, era porque sua empresa tinha contratos com três dos países envolvidos – as marinhas da Grã-Bretanha e da Alemanha, além do exército Russo. “No entanto, uma vez que a entrada foi determinada, explorou a oportunidade financeira que se apresentava” (3). Portanto, não foi por falta de exemplo que Visconti optou pela postura “objetiva”, da classe empresarial e industrial alemã. (imagem acima, à direita, Frederich e um oficial nazista em frente a uma metralhadora produzida com o aço dos Krupp; acima, após a morte de Joachim, os nazistas são recebidos na siderúrgica; abaixo, à direita, Martin se arrumando no uniforme nazista)



Visconti nunca
poderia admitir que
usou    o    livro    sobre

os   Krupp,   a   não   ser
que desejasse pagar
direitos
autorais!




Visconti também não viu relação entre a abordagem que seu filme faz do homossexualismo presente nas tropas das SA (ou, pelo menos, na cúpula) e o fato de que Manchester descreveu o caso do homossexual na família Krupp que havia montado um bacanal num castelo no sul da Itália. Descoberto, ele se suicidou. Segundo Visconti, se pudéssemos comparar Martin von Essenbeck com alguém da família Krupp, ele se assemelharia mais com o último deles (Visconti está respondendo roncoroni em 1969), que não se ocupa de nada, que vive correndo o mundo em seu iate e que comparece ao Festival do Rio com Gina Lollobrigida (4). Com relação ao episódio entre Martin e a pequena Lisa, quando ele confessa ser o autor da sedução e a causa do suicídio da judia, tampouco Visconti teria se inspirado nalgum caso da família Krupp. Ele disse que neste caso se inspirou na confissão de Stavroguin, em Os Possessos, de Fiódor Dostoyevski (5).

Hitler e Röhm: A Noite das Longas Facas



“Jamais hostilize
  inimigos em potencial.
 Ataque-os       somente
quando         puderem
 ser   destruídos”

Adolf Hitler (6)


Em 1918, Ernst Röhm, então no comando do “exército secreto” chamado Reichswehr Negra (7), conhece Adolf Hitler e seu Partido dos Trabalhadores Alemães (Deutsche Arbeiterpartei, DAP) (8). Ficou impressionado com Hitler e ingressou no Partido. Além disso, Röhm conseguiu que o exército alemão financiasse o Partido e também fornecesse armas – os confrontos eram freqüentes nas ruas. O que viria a se transformar no maior exército regular do mundo foi organizado por Röhm e disfarçado sob o nome de “seção de ginástica e esportes” do Partido. Em seguida, o nome mudou para Destacamento de Choque (Sturmabteilung), conhecido pela abreviação: SA (9). (imagem acima, Konstantin, à esquerda, e Aschenbach, respectivamente SA e SS, Aschenbach aproveitará a Noite das Longas Facas para matar Konstantin; abaixo, à direita, na manhã do dia que antecede o massacre, homens das SA se divertem no lago)



 Para conquistar o exército
, 
Hitler  cortaria  na  própria
carne: liquidou as SA que o haviam colocado no poder





Hitler, entretanto, não gostava de ver a milícia de “seu” Partido sob o comando do exército – que era o objetivo de Röhm. Hitler tentou sem sucesso aumentar seu controle sobre a SA ao designar como chefe o nazista convicto, brutal e morfinômano, Hermann Göring. Foi então que, em 1923, Hitler organizou um Corpo de Elite, leal unicamente a ele – mas ainda como parte das SA (10). Esta é a origem da Tropa de Proteção (Schutzstaffel) conhecida pela abreviação: SS (11). De acordo com Nikolai Tolstoy, Hitler e Röhm compartilhavam um traço psicológico em comum, ambos eram ressentidos. No caso de Hitler, nutria grande desprezo pelos oficiais graduados e de nome – isso talvez explique sua resistência em permitir o controle sobre “seu” Partido pelo exército, e sua resistência às opiniões dos oficiais sobre o as campanhas durante a II Guerra Mundial. O historiador Konrad Heiden afirmou que a falta de um diploma era uma ferida aberta. Em 1931, Hitler escreveu:

“Não fui criança nascida em berço de ouro, tampouco desfrutei de educação superior, mas formei-me na difícil escola da vida, da necessidade e da miséria. O mundo superficial jamais pergunta o que o homem aprendeu, e muito menos o que ele realmente sabe fazer – mas como regra, infelizmente, apenas corteja [aquele] que pode exibir certificados. O fato de haver eu aprendido mais do que muitos de nossos intelectuais jamais foi cogitado, mas sim o fato de não possuir certificado algum” (12)




“E
sses senhores, esses
condes e generais
nada farão.
Eu
,  sim.  Somente  eu”

Adolf Hitler




Não obstante, Hitler sentia-se bem ao ver-se rodeado de brilhantes oficiais-generais e jovens da nobreza em reluzentes uniformes. Hitler via um contraste entre suas maneiras e sua elegância e o comportamento brutal dos companheiros das SA. Röhm também se ressentia de não ter recebido as “graças sociais”. Seus interesses se restringiam às questões militares, muito diferente do Ministro da Defesa da Alemanha, Werner von Blomberg. Homem culto, comandava um exército eficiente e moderno, não o bando de rufiões e arruaceiros de camisas pardas (o uniforme das SA) de Röhm. Como Hitler, ele também nutria profundo ódio pela oficialidade. Entretanto, ao contrário de Hitler, Röhm jamais mudou de atitude. Mas o grande problema para a oficialidade era seu homossexualismo. Segundo Tolstoy, sua depravação era notória. Comentando sobre o assunto, Röhm declarou,

“Esses hipócritas... O homossexualismo não constitui razão suficiente para afastar um líder capaz e honesto de qualquer posição, na medida em que seja discreto, pois maior ou menor anormalidade não é da conta de ninguém. Mas ao inferno com a pederastia. Faço o que quiser dentro de quatro paredes, como qualquer outro”. (...) “Nada mais falso do que a chamada ética social. Declaro, solenemente, que me recuso a fazer parte desse grupo de ‘quadrados’ e não nutro ambições de tornar-me um deles. Não faço questão nenhuma de ser considerado homem de moral, pois aprendi, pela experiência, que a ‘moral’ desses ‘moralistas’ não é assim tão severa...” (13)





O fato de Röhm ser homossexual   só   facilitou
sua eliminação quando ele
perdeu a utilidade





O problema de Röhm, além da homofobia dos círculos militares talvez fosse o fato de que depois que a Alemanha perdeu a Grande Guerra (tendo ainda sofrido com a crise econômica mundial a partir de 1929), a vida ficou muito difícil e a prostituição se tornou endêmica (inclusive a prostituição homossexual). Sendo assim, toda essa degradação sexual, ainda que mais em busca de um prato de comida do que de prazer sexual, era vista como um câncer. Talvez não seja por acaso que Hitler, tornou o homossexualismo ilegal quando subiu ao poder em 1933. Muitos morreram em campos de concentração pelo crime de homossexualismo. Consta que a cor rosa que viria a caracterizar a homossexualidade popularizou-se a partir do triângulo rosa que os homossexuais eram obrigados a ostentar nos seus trapos dentro dos campos de concentração. Além disso, muito antes, no começo do século 20, Berlim era conhecida como a capital mundial da prostituição homossexual. (imagens acima e abaixo, a festança da SA antes da chegada da SS e do massacre)




O homossexualismo 
latente era um incômodo
para os que viam a sociedade
alemã
como uma raça de guerreiros   nórdicos




Conclui então Tolstoy, dois ressentidos, mas que cresceram paralelamente em seus campos, Hitler e Röhm iriam se enfrentar. Se Hitler tinha que engolir Röhm porque a SA já contava com três milhões de homens, ele podia encontrar compensações para suas inseguranças e fraquezas, Röhm não. As tropas das SA, muito maiores do que as do exército deveriam se fundir com as deste, essa era a intenção de Röhm. Mas esse novo exército deveria seguir os princípios das SA, sob o comando de Röhm, naturalmente. Ele começa a pressionar Hitler, inclusive publicamente, pela ajuda prestada pelas SA para a vitória nazista no governo alemão. Quando fosse conveniente, Hitler poderia “descobrir” sobre a vida sexual de Röhm e repudiá-lo publicamente. Por enquanto, Hitler faz vista grossa aos que criticam o comportamento de Röhm. Figuras importantes do exército queixavam-se de Röhm e seu bando “de cafajestes”. O exército não tolerava a hipótese de que, tendo permitido a ascensão de Hitler ao poder em 1933, fossem neutralizados por arruaceiros.



Antes     Hitler

chamava os capitalistas alemães de entreguistas.Eleito,
trabalhou      de      mãos
dadas com eles



A situação insustentável de Röhm era a seguinte... Em primeiro lugar, na opinião dos generais, seria impossível criar um exército verdadeiro com a presença de Röhm. Em segundo lugar, as potencias ocidentais se preocuparam. Em terceiro lugar, as classes conservadoras preocupavam-se com o comportamento pouco civilizado dos soldados de Röhm: banqueiros, financistas e grandes industriais estavam descontentes. Antigamente, Hitler investira contra aqueles a quem chamava de “aliados do capital judaico”. Mas agora, no poder, Hitler mudou o discurso. Em 1933, Hitler comunicou a uma série de personalidades influentes que em breve uma ordem de ferro seria imposta ao país. Grandes industriais como Thyssen e Krupp ficaram encantados e deram um donativo de três milhões ao Partido Nazista. Daí por diante, resume Tolstoy, as grandes empresas financiaram Hitler. (acima, à direita, os Essenbeck na mesa)



Os arruaceiros
 
que puseram Hitler no
poder agora são pedras
em suas botas




A falta de estabilidade no país fazia os lucros caírem, os camisas-pardas de Röhm e alguns outros nazistas não paravam de falar numa segunda revolução (a primeira fez a vida de Hitler), além de continuar seu habitual passatempo de surrar e assassinar rivais políticos, aterrorizar os judeus e interferir na Justiça. Invadiram escritórios, fábricas, expulsavam seus donos e assumiam as empresas. Hitler passou a deixar claro que agora o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães passou a trabalhar de mãos dadas com o mundo dos grandes negócios. Em pouco tempo, Röhm e a cúpula das SA seriam destruídos - e os soldados foram incorporados ao exército. O episódio, que Visconti inseriu em Os Deuses Malditos, ficou conhecido como A Noite das Longas Facas. (acima, os homens das SA se divertem atirando numa imagem do Kaiser von Hindenburg, o único impeilho entre Hitler e o poder total)


Os     resultados
do    expurgo    foram

tão   bons   que   Stalin
teria  tirado  daí  a  ideia

de   fazer   seu   próprio
banho  de  sangue  no

exército vermelho


A Arte de Lucrar Com a Morte e Ficar Impune




Naquela Alemanha
,
a expectativa de vida dos  trabalhores-escravos  era
de 3 meses e meio




A caminho do aniversário do Barão Joachim, Friedrich e Aschenbach conversam a respeito da situação e das possibilidades de controle da empresa. Aschenbach assegura a Friedrich que nem todos os castelos de Joachim, ou todo o seu dinheiro e seus 10 mil escravos podem impedi-lo de tomar o controle, porque é Hitler quem o quer no poder. Quando Aschenbach se refere aos “10 mil escravos do Barão”, ele não está apenas se falando de trabalhadores braçais, ignorantes escravos de salários baixos. O trabalho escravo na Alemanha de Hitler não era uma questão apenas uma forma humilhar os judeus, todo mundo que fosse contra o Partido, e também os prisioneiros de guerra de todas as partes da Europa, foram amplamente utilizados como mão-de-obra. (imagens acima e abaixo, Aschenbach; última imagem do artigo, Martin faz a saldação nazista na direção de Frederich e Sofia, que, depois de casarem, foram induzidos ao suicídio por Martin)




O  trabalho    escravo  é
parte do cálculo racional capitalista
. Apenas isso!





Após a ascensão de Hitler, Krupp e os barões da indústria alemã se beneficiaram de uma situação problemática. Guardadas as devidas proporções, toda essa situação de trabalho escravo, de acordo com Norbert Elias, não tinha nada de grotesco. Tratava-se de um cálculo racional, ao qual os nazistas tiveram de se render. Não era mais possível pura e simplesmente aniquilar as populações dos países conquistados, como se fez nas guerras do mundo pré-industrial. Embora Hitler desejasse simplesmente matar todo mundo, não havia população alemã suficiente para povoar os territórios conquistados, produzir o material bélico necessário, fazer a economia de tantos lugares funcionarem a seu favor. Os países que Hitler conquistou eram bastante industrializados, e a guerra moderna só pode acontecer entre países industrializados – daí a importância dos Krupp para o Reich. Nem mesmo a política de crescimento da natalidade, as bonificações para famílias numerosas, os aumentos de impostos para os homens solteiros e os estabelecimentos de procriação para “arianos racialmente puros”, foi capaz de gerar um excedente populacional suficiente para ocupar as regiões que os nazistas pretendiam colonizar (14).

De acordo com o Tribunal de Crimes de Guerra, os Krupp foram diretamente responsáveis pelo re-erguimento da força militar de Hitler. Documentos capturados em 1944 provam que o império Krupp chegou a usar mais de 103 prisioneiros de guerra mil em trabalho escravo. Mas Krupp não estava sozinho, em 1997 Hugo Boss (aquela marca de roupas) admitiu publicamente produzir os uniformes de todo o mundo nazista com o uso extensivo de trabalho escravo. E não para por aí, BMW, Volkswagen, Mercedes, Porsche, Siemens e até mesmo a norte-americana Ford fizeram uso extensivo de trabalho escravo (esta última, em suas fábricas na Alemanha). Henry Ford, anti-semita e fundador desta marca, foi até citado por Hitler em sua autobiografia (Minha Luta) como o único industrial norte-americano livre das garras dos judeus. A Opel, uma subsidiária da General Motors também usou trabalho escravo (a GM disse que cortou os laços com eles durante a guerra, mas pouca diferença faz, já que retornaram depois do conflito e se beneficiaram dos ganhos com trabalho escravo). Bayer, a indústria química, tinha uma fábrica com escravos dentro do próprio campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, onde manufaturava borracha sintética, combustível e Zyklon-B (o veneno usado nas tristemente famosas câmaras de gás). O trabalho forçado que ainda se descobre nas periferias do mundo atual (América Latina, África e Ásia), é considerado uma aberração medieval. Entretanto há não mais do que 60 anos atrás, na Alemanha de Hitler, era basicamente o alicerce da locomotiva industrial que nutria a guerra! Portanto, pode-se dizer que não há nada para ensinar aos alemães sobre este assunto! (mais alguns dados aqui, e principalmente aqui)




“Tudo   deve   mudar  para
que tudo fique como está”


Príncipe Falconeri, per
sonagem do romance
O Leopardo. Escrito por G. T. Lampedusa, fala
da     decadência     da     aristocracia      siciliana

durante o Risorgimento (unificação italiana)





Notas:

Leia também:

Fassbinder: Anti-Semita ou Ingênuo?

Fassbinder: Um Cineasta e Seu País
Fassbinder: Anarquista Romântico
Yasujiro Ozu e a Dissolução da Família

1. VISCONTI, Luchino. Os Deuses Malditos. Tradução Joel Silveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970. Pp. 17-8.
2. Idem, p. 21.
3. BOSWORTH, R. J. B. . Mussolini’s Italy. Life Under the Fascist Dictatorship, 1915-1945. London: Penguin, 2005. P. 18.
4. VISCONTI, Luchino. Op. Cit., p. 22.
5. Idem, p. 20.
6. Ibidem, p. 117.
7. Ligado ao exército alemão regular que, por força do Tratado de Versailles, havia sido drasticamente reduzido pelos vencedores da Grande Guerra – como se chamava a I Grande Guerra Mundial antes da II Guerra Mundial.
8. Precursor do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP).
9. TOLSTOY, Nikolai. A Noite das Longas Facas. Tradução Alcídio M. de Souza. Rio de Janeiro: Editora Renes, 1976. P. 21.
10. Idem, p. 85.
11. Ibidem, p. 24.
12. Ibidem, inclusive para a citação em seguida.
13. Ibidem, pp. 27-8.
14. ELIAS, Norbert. Os Alemães. A Luta Pelo Poder e a Evolução do Habitus nos Séculos XIX e XX. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. Pp. 328-9. 


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Quadro de Avisos

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