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Roberto Acioli de Oliveira

Arquivos

16 de dez de 2011

A Ideologia, a Mulher e o Cinema na Itália



No poder
a partir de 194
8,
os Democrata-Cristãos
aprovavam os concursos
de beleza e de
preciavam
o Neo
-Realismo em geral,
justo porque mostrava
um lado bastante
ruim
do país (1)


Entre a Beleza Física e a Com
petência

Nos primeiros quinze minutos de Os Boas Vidas (I Vitelloni, direção Federico Fellini, 1953), conhecemos os próprios e Sandra. Recém eleita Miss Sirena, recebe a faixa da vitória das mãos de uma atriz de cinema e pouco ou nada consegue dizer – o próprio repórter que lhe pediu algumas palavras mal a deixa falar; ela comenta alguma coisa sobre não ter tido a intenção de participar daquele concurso. Em pouco tempo uma chuva desaba. Em poucos minutos de filme Fellini nos apresenta um quadro fiel da sociedade italiana da década de 50 do século passado (imagem acima, podemos notar que a faixa está de cabeça para baixo, indicando Sandra como Miss Apuania, região de Toscana; em 2009 o nome Apuania foi abolido, restaurando-se o antigo, Massa e Carrara). Os concursos de beleza proliferavam, e o ingresso no mundo do cinema era um dos prêmios. Muitas atrizes italianas ingressaram na profissão através dessa porta – e não através de cursos de teatro, por exemplo. Lucia Bosé, Giana Maria Canale, Gina Lollobrigida (respectivamente, 1ª, 2ª e 3ª colocadas no concurso Miss Itália, de 1947) (2), Silvana Mangano (Miss Roma 1947) (3), Eleonora Rossi-Drago, Silvana Pampanini e Sophia Loren são alguns dentre tantos outros nomes que poderiam ser citados (embora não fossem necessariamente as vencedoras). Atrizes cujo eventual talento (independentemente do tamanho dos seios), numa sociedade cuja economia se expandia, mas onde o emprego ainda era difícil, só encontrou esse canal de expressão.


Os concursos
de beleza parecem

ter sido muito mais
imp
ortantes para as
italianas atuarem no
cinema do que os
cursos de teatro



Já existiam, assim como também se seguiram, algumas variações sobre o tema. Logo no início de Belíssima (Bellissima, direção Luchino Visconti, 1951), acompanhamos um locutor anunciando no microfone do estúdio de rádio: “A Stella Film lança um grande concurso! Procura uma menina entre seis e oito anos. Uma graciosa menina italiana”. A seguir, já entre cenários espalhados no pátio de Cinecittà, uma multidão de pais e crianças é levada a se apresentar diante do cineasta italiano Alessandro Blasetti - diretor de cinema na vida real, Blasetti foi um dos responsáveis pela descoberta de Sophia Loren. Madalena Cecconi procura abrir todas as portas para sua filha, mas só consegue vê-la sendo humilhada. Visconti faz uma crítica aberta ao sistema do estrelato – ou, pelo menos a maneira como as coisas eram feitas (4). Também durante 1953, em Quatro Atrizes: Uma Esperança (episódio de Nós, as Mulheres, Siamo Donne), o cineasta Alfredo Guarini interpreta a si mesmo como juiz de um concurso que selecionava moças italianas do povo para trabalhar como atrizes (na imagem acima, à direita, a personagem de Silvana Mangano é eleita Miss Mondine, a mais bela dentre as plantadoras de arroz, em Arroz Amargo)

Os Católicos, os Comunistas, as Mulheres



Numa coisa os
C
atólicos e os dirigentes
comunistas concordavam
:
os concursos de beleza são
um grande exemplo
de
decadência moral



Terminada a Segunda Guerra Mundial, as forças políticas começam a se reposicionar. Com a derrota do Fascismo de Mussolini, afloram as forças que vão construindo um governo de coalizão sob o guarda chuva do governo norte-americano, cuja contribuição para a libertação do país (primeiramente de Mussolini, depois dos nazistas) não poderia ser negada por nenhuma das correntes partidárias italianas. Entretanto, findo este conflito, outro se avizinha. A chamada Guerra Fria, entre Estados Unidos e a ex-União Soviética, acirrou novamente os ânimos e as forças de esquerda (que haviam derramado seu próprio sangue para defender o país como guerrilheiros durante a guerra) vêem-se neutralizadas já nas eleições gerais de abril de 1948, quando os Democrata-Cristãos sobem ao poder. Passando para a oposição, os partidos de esquerda lutaram, não só para ganhar as massas, mas também para compreender como lidar (de forma “construtiva”) com a massa de trabalhadores italianos que saia da penúria dos anos de guerra e aos poucos se adaptada aos gostos da emergente sociedade de consumo que a Itália estava se tornando (imagem acima à esquerda, em Arroz Amargo, Silvana folheia Grand Hotel, direcionada à fotonovela, era uma das tantas publicações voltadas ao “mundo mágico” do estrelato).

Para alguns mais um
ritual comercial escapista
,
naquele momento
o concurso
de Miss Itália
oferecia a idéia
de uma mistura entre certa
sugestão de patriotismo
e a mo
dernização

Stephen Gundle (5)


Dos muitos dilemas políticos, econômicos e culturais que poderiam ser evocados, a questão em torno dos concursos de beleza talvez seja um dos mais curiosos. De acordo com Stephen Gundle, a esquerda italiana sempre foi menos eficaz do que a direita quando o assunto era comunicação de massa, indústria cultura e consumismo (6). De repente, no imediato pós-guerra, a unidade de um governo de coalizão se desfaz e o tema da beleza feminina é apanhado num dos nós do cabo de guerra entre as forças políticas de esquerda e direita. Curiosamente, tanto os democrata-cristãos quanto os comunistas tiveram problemas. No primeiro caso, a Igreja Católica criticava a exposição do corpo feminino e se mantinha abraçada aos valores de uma Itália rural. Ou seja, um modelo tradicionalista refratário aos valores norte-americanos da sociedade de consumo, mas também à influência do pensamento de esquerda. Embora em As Tentações do Dr. Antônio (episódio de Boccaccio ’70, 1963), Fellini estivesse criticando a oposição pudica a A Doce Vida (La Dolce Vita, 1960), essa pequena pérola cinematográfica é uma boa fotografia do clima de fanatismo entre certos católicos italianos. Mas o apelo da modernização era mais forte entre os italianos e os democrata-cristãos, mais pragmáticos do que a Igreja, prometiam justamente o modelo norte-americano de prosperidade. No segundo caso, os comunistas, a resistência em relação aos concursos de beleza advinha também da desconfiança de que não passassem de propaganda de um estilo de vida decadente (7) (imagem acima, à direita, em Quatro Atrizes: Uma Esperança, episódio de Nós as Mulheres, aspirantes ao estrelato caminham entre os cenários externos dos estúdios da Titanus)

Entre a Miss e a Stellina


Escritores como Alberto
Moravia e Elsa Morante,
e cineastas como Luchino
Visconti, Alessandro Blasetti,
Giuseppe De Santis, e atores
como Massimo Girotti, Fosco
Giachetti, Yves Montand e
Simone Signoret, foram
alguns dos jurados nos
concursos Vie Nuove
(8)


Enquanto o periódico católico Famiglia Cristiana atacava a excessiva importância dada à beleza externa do corpo feminino (em 1960 eles já admitiam que não fosse imoral uma mulher se maquiar), os comunistas estavam mais divididos (como sempre?) sobre o assunto. Enquanto alguns consideravam que a beleza física não possuía nenhuma significação ideológica, o periódico de esquerda Vie Nuove começou a promover concursos de beleza. Como os comunistas sabiam que a Igreja desaprovava os concursos de beleza e de dança, começaram a organizar os seus próprios, e logo depois da Libertação já estavam organizando festivais para escolher sua Stellina dell’Unità – estrelinha ou vedete do Unità, que vem a ser o nome do jornal do partido comunista italiano (9). Embora as qualidades políticas e morais das participantes fossem levadas em conta, elas também eram escolhidas considerando a possibilidade de participação em produções cinematográficas. Desta forma, o cinema entra como mais um elemento no cabo de guerra entre as forças de direita e esquerda – compreende-se então a quantidade de críticos de esquerda que julgavam os filmes neo-realistas e questionavam o valor de uns e outros na promoção do socialismo: não havia lugar para a inovação, considerada um retrocesso ideológico. (imagem acima, à esquerda, em Belíssima, uma mãe pretende transformar a filha num sucesso do cinema, mas acaba asistindo a criança sendo ridixularizada pelos jurados do concurso)




O Partido Comunista
considerava o concurso de

Miss Itália
como um exemplo de
esnobismo e frivolidade burguesa
.
O termo stellina foi adotado
para substituir Miss
(10)





Vie Nuove
decidiu organizar seu próprio concurso de beleza em âmbito nacional. Fundado em 1946 como um “semanário de orientação e luta política”, a revista gradualmente se transformaria numa publicação similar ao suplemento dominical do Corriere della Sera, La Domenica del Corriere, e semanários ilustrados como Epoca e L’Europeo. Uma das revistas mais populares na Itália entre 1948 e 1956, embora não fosse vendida nas bancas de jornal Vie Nuove abordava uma série de temas (política interna e externa, cinema moda esporte, família, palavras cruzadas e quebra-cabeças, novidades tecnológicas, especialmente aqueles de origem soviética) - enquanto L’Unità era concebido como um “companheiro de trabalho”, Vie Nuove era o “amigo de domingo”. Gundle afirma que, embora criticasse a invasão dos filmes norte-americanos, Vie Nuove nunca rejeitou Hollywood. Os concursos de beleza patrocinados pela revista nunca desbancaram Miss Itália, mas tinham grande em função da presença de escritores e diretores de cinema (identificados com a esquerda) como jurados. Testes de cinema para as vencedoras eram parte da premiação. Apesar disso, os organizadores insistiam que era esse concurso não carregava a visão comercial dos outros, não contava com patrocinadores e sua única meta era a promoção da revista. (imagem acima, Gina Lollobrigida em fotografia promocional de seu papel em Pão, Amor e Fantasia, 1953; abaixo, mais uma das atrizes que chegou ao cinema sem passar pelas aulas de teatro, Sophia Loren em Peccato Che sia Una Canaglia, 1954)


Com o sucesso
de Miss Itália em produzir
nomes como Silvana Pampanini,
que rapidamente construíram um
nome no cinema, o termo Miss não
seria mais rejeitado. Os Comunistas
sentiam necessidade de “fazer alguma
coisa pelas garotas bonitas”, que de
outra forma seriam engolidas pelas
“influências burguesas corruptas”


Stephen Gundle (11)


Também não era descrito como um concurso de beleza, mas uma busca anual por um “novo rosto para o cinema”. Numa época como as décadas de 40 (a segunda metade) e 50, contextualiza Gundle, em que se considerava que o Partido Democrata-Cristão conspirava com os norte-americanos para frear o impulso realista no cinema italiano, o Partido Comunista tentou opor-se construindo alianças com cineastas, críticos e atores. Ao comentar o concurso de 1954 organizado por Vie Nuove (que cada vez mais colocava rostos femininos nas capas das revistas), Cesare Zavattini, um dos teóricos do Neo-Realismo, os concursos de beleza aniquilavam o espírito do cinema ao promover o “estrelado, um cinema de mulheres maravilhosas e beleza compreendida de uma maneira convencional, exterior a quaisquer valores mais profundos”. Tais competições, Zavattini continua, “encorajam a platéia numa idéia de o cinema é feito exclusivamente de mulheres maravilhosas e homens bonitos, como aconteceu em Hollywood, onde um grande esforço foi investido na produção de mulheres como Marilyn Monroe, que se tornou o próprio símbolo dos Estados Unidos” (12).

“A busca da revista por novos rostos chegou ao fim em 1957, dois anos depois que Gambetti, o sucessor de Pellicani como editor, deixou Vie Nuove e foi substituído pela antiga editora de Noi Donne [Nós Mulheres], Maria Atonietta Macciochi. Macciochi procurou tornar a revista mais moderna e cultural contratando como colunistas os escritores Curzio Malaparte e Pier Paolo Pasolini. Mas ela foi acusada de torná-la menos popular e de perder leitores. A supressão de um evento que nunca desfrutou de favorecimento entre as mulheres comunistas foi uma conseqüência inevitável [da nomeação de Macciochi]. Entretanto, de qualquer forma, as circunstancias que permitiram [os concursos] não mais existiam. A beleza que era identificada com a Itália nos anos do pós-guerra ostentava fortes traços das classes baixas italianas, mas foi direcionada para o progresso material ao invés da redenção coletiva” (13)

Notas:

Leia também:

As Mulheres de Luis Buñuel
Luis Buñuel, Incurável Indiscreto
Tatischeff e a Vida em Linha Reta
O Marcello de Mastroianni
Fassbinder em Petra von Kant
Esse Corpo Não Te Pertence: A Mulher Fascista
Arte do Corpo: Natacha Merritt e o Diário Digital
A Nudez no Cinema (I)
A Guerra dos Seios no Cinema Italiano
Fellini e a Trilogia do Caráter
Quando Sophia Loren Entrou na Guerra dos Seios
Fellini no Mundo da Lua
Ettore Scola e o Milagre em Roma
Ettore Scola e o Filme Dentro do Filme
Mussolini e a Sombra de Auschwitz

1. LANDY, Marcia. Stardom, Italian Style: Screen Performance and Personality in Italian Cinema. Indiana: Indiana University Press, 2008. P. 130.
2. CANALES, Luis. Gina Lollobrigida. Uma Biografia Não-Autorizada da Vênus Imperial. Rio de Janeiro: Editorial Nórdica, 1996. P. 49.
3. LANDY, M., p. 109.
4. MARCUS, Millicent. After Fellini. National Cinema in the Postmodern Age. Baltimore & London: The Johns Hopkins University Press, 2002. Cap. 2.
5. GUNDLE, Stephen. Bellissima. Feminine Beauty and the Idea of Italy. New Haven & London: Yale University Press, 2007. P. 126.
6. ----------------------. Between Hollywood and Moscow. The Italian Communists and the Challenge of Mass Culture, 1943-1991. Durham & London: Duke University Press, 2000.
7. GUNDLE, S., 2007. Op. Cit., pp. 125-6.
8. Idem, p. 134.
9. Ibidem, pp. 130-3.
10. Ibidem, p. 281n22.
11. Ibidem, p. 281n34.
12. Ibidem, p. 133.
13. Ibidem, p. 141.

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