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Roberto Acioli de Oliveira

Arquivos

17 de jan de 2012

Duas Mulheres Italianas e o Mundo dos Homens





A própria Sophia
Loren atribuiu seu
sucesso nas telas a
Vittorio De Sica
(1)





A Mulher Perde Sempre

Proprietária de um pequeno armazém, Cesira é viúva e vive com sua filha Rosetta em Roma. Nesta época, a capital da Itália ainda não havia sido declarada uma cidade aberta, o que a tornava cada vez mais alvo de bombardeios das forças capitaneadas pelos Estados Unidos – Rosetta fica visivelmente abalada com as bombas. Como não houvesse perspectiva de que as forças aliadas cessariam os ataques contra as forças de Mussolini e seus aliados nazistas, Cesira resolve deixar a cidade e partir em busca de maior segurança em sua terra natal no campo. Deixa a loja aos cuidados de Giovanni, um grande amigo de seu finado marido. Mas Giovanni, que é casado, vai direto ao assunto, faz a mulher confessar que casou por interesse (para fugir da pobreza) e se mostra disposto a pedir o divórcio para casar-se com ela (imagem acima). A viagem de trem (uma modalidade de transporte que não existe em certos países da América do Sul) é problemática, até que em certo momento Cesira resolve saltar com a filha e fazer o resto do caminho a pé. Chegando a seu vilarejo, Cesira conhece Michele. Com vinte e poucos anos, ele é diferentes dos camponeses locais. Intelectual, o rapaz é cheio de ideais socialistas, critica a Igreja católica e os fascistas. Ele é tímido, portanto terá dificuldades para declarar seu amor por Cesira e percebe que ela parece sentir alguma coisa por Giovanni.



Cesira defende a honra de
sua jovem filha com unhas
e dentes
. Mas é tudo em vão,
pois as duas serão estupradas
justamente pelos soldados

que vieram libertar o país



Acontece a invasão norte-americana na península italiana, com a proximidade das tropas a caminho de Roma a região do vilarejo que outrora parecia segura agora está no caminho da guerra. Durante um bombardeio, Michele toma coragem e beija Cesira. Logo em seguida, ele decide partir para as montanhas e juntar-se aos guerrilheiros, mas um grupo de soldados alemães aparece e o obriga a acompanhá-los e ele desaparece – sua mãe pressente o pior. Cesira decide voltar para Roma a pé com Rosetta. No meio do caminho, as duas serão estupradas por um grupo de soldados marroquinos que acompanha o exército francês (imagem acima). Revoltada, Cesira para um jipe do exército norte-americano, mas seu desespero é mal compreendido e fica tudo por isso mesmo. Rosetta não se recupera, lá pelas tantas elas conseguem carona com um caminhoneiro italiano que acabará tirando vantagem do estado mental da menina com apenas 13 anos. Quando Rosetta volta para a mãe depois de uma noitada – a menina ganhou meias de seda, um presente muito comum para as prostitutas em tempo de guerra. Cesira tenta trazer a filha de volta a si com uma surra. A garota não reage e não chora, ainda está em estado de choque. Então Cesira conta que ficou sabendo da morte de Michele. Finalmente, Rosetta volta a si.

O Homem Educado Perde Sempre


Enquanto Giovanni
é grosso
, sujo e cafajeste,
Michele é instruído, idealista,
limpo e tímido. Qual deles
você acha que ganhou
o coração de Cesira?



O ator francês Jean-Paul Belmondo interpreta o papel de Michele (Miguel) Di Libero, Cesira será apresentada a ele ao chegar a seu vilarejo natal. Com um discurso bem distinto de seus conterrâneos, Michele é alguém inconformado com os rumos da Itália. Provavelmente, se falasse na cidade grande as coisas que diz na aldeia já teria sido fuzilado pelos guardas fascistas de Mussolini. Ele vai se apaixonar por Cesira, porém antes de morrer nas mãos dos alemães (se não fosse por isso ele teria ido para as montanhas lutar junto com a Resistência antifascista) não conseguirá mais do que um beijo dela – aparentemente, apenas porque as circunstâncias de um bombardeio permitiram que o homem tímido conseguisse se aproximar da mulher. Bem antes disso, um breve diálogo entre ele, Cesira e a filha deixa clara a posição de alguns italianos da época. Quando Rosetta explica que estudava num convento, Michele faz uma crítica aberta: “No convento, você nunca aprenderá como as coisas realmente são” – então ele sugere a escola pública. Depois que Cesira protesta dizendo que era um colégio caro, ele comenta: “Na Itália, quanto mais dinheiro você tem, mas você vai aos padres...” (imagem acima, à esquerda). Apesar do que disse, Michele esclarece que quase foi padre, mas sua vocação não foi suficiente – ou, talvez, justamente a vocação o impediu de assumir esse tipo de “personagem”.


O papel de Loren
na apelativa comédia
A Rifa, onde ela é o prêmio,
será financiado pelo marido,
o produtor Carlo Ponti, com o
único objetivo de capitalizar
o sucesso de Duas Mulheres
(2). Em comum, o fato de que
a mulher italiana era (não
é mais?) tratada um
como objeto


Coincidência ou não, em 1961 Belmondo iria estrelar no papel de um religioso no filme francês Léon Morin, o Padre (direção Jean-Pierre Melville). Bem ao estilo de Pier Paolo Pasolini, ao enaltecer os camponeses e sua capacidade de trabalho Michele aponta para um discurso de esquerda – apesar disso, ou talvez em função disso, Cesira confessou à filha que caso a diferença de idade em relação à Rosetta fosse menor ela permitiria que eles namorassem. Esse filho de camponeses com tendências intelectuais (e que parece nunca ter enfiado a mão na terra) insiste com Cesira que restará aos camponeses reconstruir tudo depois da guerra – de acordo com Michele, o pessoal que vive nas metrópoles é alienado. Mas essa reconstrução não acontecerá, diz Michele, enquanto outros estiverem no poder. Esses “outros” são os Fascistas. Além disso, em 1960, ano de lançamento do filme, os Democrata-Cristãos já estavam completando 12 anos no poder – um partido conservador comprometido com os interesses norte-americanos. Voltando ao diálogo entre Michele e Cesira (Rosetta se afastou depois das críticas dele aos católicos), de repente aparecem dois soldados fascistas, estão em fuga porque Mussolini acaba de ser preso – no começo do filme, ainda no poder, eles foram arrogantes com Cesira.

Mussolini e Suas Mulheres



Depois de estuprada
por soldados marroquinos
,
Rosetta fica confusa e um
italiano se aproveita del
a,
uma criança de 13 anos



O filme não explica, mas Mussolini será libertado por Hitler (grande golpe de propaganda num momento em que a maré da guerra já havia virado contra a Alemanha). A seguir, o Duce seguirá para o norte do país (ainda dominado pelos alemães) e fundará a República de Salò. Em Salò ou os 120 de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma, 1975), Pasolini adapta o texto do Marquês De Sade, Os 120 Dias de Sodoma (Les 120 journées de Sodome or l'école du libertinage, 1785), para contar uma história bizarra e metafórica sobre a natureza do poder (e os fascistas em geral). A informação sobre a libertação de Mussolini chega logo na seqüência seguinte, quando uma das senhoras campesinas confessar ter pena dele, porque ele tem mulher e filhos... Um grupo de mulheres comenta sobre a fama de Mussolini com as mulheres. Elas começam a rir e Rosetta pergunta qual é o motivo, Cesira provoca mais risadas ao dizer para ela deixar para lá, pois o assunto é política. Enquanto isso, os homens se mantêm alheios jogando cartas, mas quando Michele chega pedindo abrigo para dois soldados ingleses, eles recusam alegando responsabilidade com relação a suas famílias.


No dia em que Cesira
se entrega a Giovanni
,
ela confessa o que ele
já sabia
: só casou para
se livrar da pobreza



Sabemos que Mussolini possuía pelo menos uma amante fora do casamento (Clara Petacci), e que cultivava uma fama de conquistador. Em Amarcord (1973), Federico Fellini mostrou como o Duce os uniformes fascistas em geral deixavam as mulheres excitadas. Na mesma época, em Um Dia Muito Especial (Uma Giornata Particolare, 1977) Ettore Scola mostrou que, ao mesmo tempo, Mussolini estimulava medidas para manter as mulheres como donas de casa. Finalmente, em Vincere (2009), Marco Bellocchio conta a história trágica de Ida Dalzer, cujo único erro foi amar Mussolini. Neste contexto, a timidez de Michele com Cesira soa quase como uma tentativa de resgatar (ou procurar) alguma humanidade no homem italiano. O próprio De Sica em Os Girassóis da Rússia (I Girasoli, 1970), novamente apresentando Sophia Loren como protagonista, talvez acabe por alimentar o estereótipo da mulher-esposa italiana. O marido de Giovanna estava entre os milhares de soldados italianos mandados para a morte na frente russa durante a guerra. Muito tempo depois e sem notícias dele, Giovanna resolvi ir a procura de Antonio, apenas para encontrá-lo casado com outra mulher – a mesma que o havia resgatado semimorto e desmemoriado no campo de batalha. Em Duas Mulheres, que se passa durante a guerra, ouvimos um grupo delas comentando sobre seus homens que estão na frente russa, e a constatação melancólica e fatalista de que eles não voltarão.

Filme de Guerra e da Estrela


Estupros em massa
perpetrados por tropas
marroquinas teriam de fato
ocorrido naquela área
durante a guerra


De acordo com Gian Piero Brunetta, Duas Mulheres figura em terceiro lugar entre as quatro maiores bilheterias do cinema italiano em 1960, os outros títulos são A Doce Vida (La Dolce Vita, direção Fellini), Rocco e Seus Irmãos (Rocco e i Suoi Fratelli, direção Luchino Visconti) e, em último lugar, Tutti a Casa (direção Luigi Comencini). Aos vinte e seis anos de idade, Loren se tornaria uma estrela internacional com o Oscar por sua atuação como Cesira (3). Pauline Small, por outro lado, é mais direta e afirma que até antes do início das filmagens de Duas Mulheres a carreira de Loren estava um tanto vacilante (havia atuado em duas comédias com Marcello Mastroianni e começado sua carreira em Hollywood). Reviver a parceria Loren-De Sica (não trabalhavam juntos há cinco anos, desde a última seqüência da série Pão, Amor e... onde ela substituiu Gina Lollobrigida) era uma boa opção. O filme se transformou no ponto alto dessa parceria, Carlo Ponti estava convencido de que cinqüenta por cento do sucesso da carreira de Loren era fruto deste Oscar. Small também destacou o papel desempenhado pela publicidade em torno da figura de Loren e seu desdobramento no sucesso do filme (4). Originalmente, a atriz Anna Magnani seria escalada para o papel de Cesira, enquanto Loren faria o papel de Rosetta. Porém, Magnani se retirou e Loren assumiu, o que induziu algumas mudanças.


Loren recebia
muitos prêmios,
freqüentava todos os
festivais importantes e as
festas. Era fotografada por
todas as revistas da moda.
Foi uma publicidade que
serviu a uma função
promocional


Se por um lado Loren investia em publicidade, fazia contratos com estilistas europeus e procurava criar laços com setores mais tradicionais do público italiano, o roteiro foi escrito pelo papa do Neo-Realismo Cesare Zavattini, uma adaptação do romance homônimo de Alberto Moravia, La Ciociara (1957) – o título original do filme não é Duas Mulheres. No romance original, Cesira é muito mais velha e vê Michele como um filho. No filme, Cesira é mais jovem e Michele um amante em potencial. No romance, Rosetta é descrita como uma moça voluptuosa com dezoito anos, essa figura foi substituída por uma menina inocente de treze. Ciociara é o nome de uma região da Itália próxima a Roma, De Sica filmou em locações por lá e noutros pontos entre a capital e Nápoles – Ciociaria deriva de ciocia, um calçado tradicional da região, podemos vê-lo nos pés de Loren a partir da passagem das tropas norte-americanas. A região de Ciociaria fica próximo a Monte Cassino, uma dos lugares onde tropas brasileiras estiveram em batalha – dado que curiosamente não aparece em livros de história ou documentários.


Numa seqüência
que será repetida no final de
A Vida é Bela (1997), realizado
por Roberto Benigni, tropas norte-
americanas passam pela estrada no
campo. Não chega a ser um plágio,
já que esta cena se repetiria
por toda a Itália



Stephen Gundle concorda que Duas Mulheres tenha sido importante para a carreira de Loren, mas talvez erroneamente acredite que a questão do estupro de Cesira e da filha por tropas agregadas ao exercito de libertação seja uma questão puramente pessoal, sem importância se comparado a outros filmes do período que abordam o papel da Itália no conflito anterior, a Primeira Guerra Mundial. Afinal, qual seria a melhor opção para as mulheres, os fascistas que as mandaram para a cozinha ou os estupradores marroquinos? Enfim, conclui Pauline Small, de acordo com a opinião tanto do público quanto da crítica italiana em 1960, Duas Mulheres os convenceria de que, apesar de ter chegando ao cinema através dos concursos de beleza (e não das escolas de teatro), Sophia Loren pode atuar. O próprio De Sica, que inicialmente desdenhou aquelas atrizes que alcançaram o cinema em função de seus atributos físicos (5), admitiu, talvez com certa falsa modéstia, que “com orientação e boa direção, [ela] é capaz de apresentar uma grande performance” (6).


Notas:

Leia também:

As Mulheres de Luis Buñuel
Luis Buñuel, Incurável Indiscreto
Ettore Scola e o Milagre em Roma
Ettore Scola e o Filme Dentro do Filme
Mussolini e a Sombra de Auschwitz

1. SMALL, Pauline. Sophia Loren. Moulding Star. Chicago: University of Chicago Press, 2009. P. 63.
2. A Rifa, episódio sob direção de Vittorio De Sica em Boccaccio ’70. BONDANELLA, Peter. Italian Cinema. From Neorealism to the Present. New York/London: Continuum, 3ª ed., 2008. P. 159.
3. BRUNETTA, Gian Piero. The History of Italian Cinema. A guide to Italian film from its origins to the twenty-first century. Princeton, New Jersey: Priceton University Press, 2009. P. 170, 195.
4. SMALL, Pauline. Op. Cit., pp. 72-80, 86-7n12.
5. GUNDLE, Stephen. Bellissima. Feminine Beauty and the Idea of Italy. New Haven & London: Yale University Press, 2007. Pp. 155, 182-3.
6. SMALL, P. Op. Cit., p. 78.

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